quinta-feira, 5 de junho de 2008

Retalhos da vida dum Algarvio - Parte 7

À boca da estação do metro na Baixa de Varsóvia há sempre um daqueles grupos de música andina a tocar o seu repertório, caracterizados a rigor tal e qual aqueles que faziam (e se calhar ainda fazem) as suas actuações em frente à Zara na Rua de Sto. António em Faro.

Tenho muitas perguntas sobre estes grupos: Nunca soube de onde raios são estes índios - se peruanos ou bolivianos ou whatever - ou se existe mais que uma formação da mesma companhia que percorrem os 4 cantos do Mundo como os Stomp ou os Cirque du Soleil. Ponho mesmo a hipótese de que estes músicos (desconheço o nome oficial, para mim sempre foram erróneamente os "mexicanos") sejam parte duma corporação multinacional que tem vários franchisings espalhados por toda a parte. Há o grupo que bate Portugal, 2 ou 3 em Espanha, um outro no Benelux e pelos vistos resolveram apostar também no mercado polaco, à imagem de tantas outras empresas.

Lá passei pelos ditos índios que pulavam e sopravam nas flautas ao som duma melodia que imediatamente captou a minha atenção e me deteve por instantes. Apurei o ouvido e descasquei-me a rir em frente deles quando decifrei a música por trás dos arranjos e acordes sul-americanos.




Atão os gajos não tavam vendendo Verde Vinho por lebre? Acho que ainda agora eles devem estar parados pensando no tipo que entrou na estação às gargalhadas e apontando para eles. Com que então, música andina? Anda já, mó!

PS - Passe a piada do episódio e a eventual pieguice com que possam catalogar as seguintes linhas, quando cheguei a casa e pus a música tocar não pude evitar lágrimas de saudade da grande terra que é Portugal. Quando estamos longe de casa ficamos mais sensíveis a estas coisas, ou será da idade...

1 comentário:

Rui Correia disse...

Vinho Verde em versão Pan Pipes? :O
Desculpa lá... mas sinceramente não consigo imaginar tal coisa!
É demais...
1 abraço,
Rui Correia




móoo