O Levante mete os velhos doentes e os novos malucos
Luís António Fernandes
A revista francesa Météo vaticinou o verão mais frio dos últimos 200 anos anunciando até com 70% de certeza a inexistência de calor em julho e agosto. A publicação falou numa queda de um a três graus na temperatura média no território da Península Ibérica, em precipitação intensa, nebulosidade e surgimento do calor estival apenas em setembro e outubro, tudo culpa do inverno tardio e da pouca atividade solar.
Não sei como correu o verão no resto da Península Ibérica, não sei como foi no resto do território português nem sei como foi no resto do Algarve pois, como é sabido, raramente saio do meu spot da Praia de Faro. Sei como correu o verão mais frio dos últimos 200 anos no concelho de Faro e devo comunicar ao amigo leitor que passei um agosto como não passava há vários anos, com noites quentes que convidaram a patuscadas bem regadas de cerveja e caipirinhas levadas pela noite dentro e que muitas vezes acabavam dentro do Atlântico a assistir à aurora por trás da Ilha do Farol.
Entrando na última semana do verão seria de esperar que os dias de praia se tornassem ventosos e os fins de tarde mais frescos, que esse vento rodasse a ondulação do mar para sudoeste trazendo assim as águas frias de fora. Os dias ficariam mais curtos e também mais nublados, as mangas passariam a ser compridas em vez de curtas, a pele perderia progressivamente o tom chocolate em favor numa cor mais de baunilha, até colocaram a capital algarvia sob um assustador alerta amarelo, significado de relâmpagos e trovôes com chuvas diluvianas como acompanhamento, um conjunto de fatores favoráveis ao aparecimento de neuras e quebras de moral… mas não.
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