A Patrycja assumiu o papel de cicerone de História Polaca e contou-me que tal fogareiro tornou-se comum no país durante o inverno de 1981, ano em que foi imposta a Lei Marcial na Polónia. O koksownik começou a ser instalado nas paragens de autocarro e elétrico nos meses mais frios do ano para aquecer os passageiros que esperavam transporte, hábito que ainda se mantém em Varsóvia não obstante as ditas estruturas se terem modernizado e tornado a espera mais confortável, bem como em locais onde se costumam concentrar sem-abrigo. Feito de ferro e usando um carvão especial denominado coque, tornou-se um objeto evocativo desses tempos cinzentos de repressão, funcionava então como um oásis de calor no meio de tanto gelo, um abrigo, quase como um teto onde as pessoas se podiam juntar e consolar. Ver aquele cesto de ferro atulhado em carvão numa das mais nobres zonas de Varsóvia causou o efeito contrário, uma gota de fealdade num largo tão bonito, uma sombra do passado que insiste em ficar presente, um testemunho do sofrimento que constitui o esqueleto da história recente da Polónia.
A saga dum filho de Faro na Polónia (em Bielany, no norte de Varsóvia) - desde 2007
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Postais da Polónia - 19
A Patrycja assumiu o papel de cicerone de História Polaca e contou-me que tal fogareiro tornou-se comum no país durante o inverno de 1981, ano em que foi imposta a Lei Marcial na Polónia. O koksownik começou a ser instalado nas paragens de autocarro e elétrico nos meses mais frios do ano para aquecer os passageiros que esperavam transporte, hábito que ainda se mantém em Varsóvia não obstante as ditas estruturas se terem modernizado e tornado a espera mais confortável, bem como em locais onde se costumam concentrar sem-abrigo. Feito de ferro e usando um carvão especial denominado coque, tornou-se um objeto evocativo desses tempos cinzentos de repressão, funcionava então como um oásis de calor no meio de tanto gelo, um abrigo, quase como um teto onde as pessoas se podiam juntar e consolar. Ver aquele cesto de ferro atulhado em carvão numa das mais nobres zonas de Varsóvia causou o efeito contrário, uma gota de fealdade num largo tão bonito, uma sombra do passado que insiste em ficar presente, um testemunho do sofrimento que constitui o esqueleto da história recente da Polónia.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
A neve, essa filha duma magana
Passou o Natal, época na qual geralmente já se fizeram sentir rijos frios, e também a passagem de ano. Passou até o Dia de Reis e as parvas das gralhas continuavam à procura de bichinhos para comer, pulando alegremente por cima das folhas arrancadas das árvores pelos ventos de outono. Passaram 20 e tal dias desde o solstício que assinala a entrada no longo túnel negro do inverno e nem uma folipa de amostra, simpáticos raios de sol incidiam diariamente sobre a Cidade Capital transmitindo toda a força da sua energia, contagiando o cidadão com o seu vigor, conferindo-lhe vitalidade, dando vida. Foi belo e parecia querer prolongar-se para lá dos limites que a cronologia impõe.Mas tudo o que é bom tem fim e resulta que, mesmo atrasada e indesejada, a neve acabou por aparecer e polvilhar Varsóvia com finíssimos filetes de água gelada que prejudicam o andamento de pessoas e veículos. Quase dez minutos gastos hoje de manhã só para a retirar da capota, do pára-brisas, dos retrovisores e faróis, das janelas e do capô. Hoje vai ser o meu primeiro treino de futebol debaixo de neve, as merdas a que um gajo já com idade para ter juízo se submete em nome duma paixão. Luvas, colãs, protetores de pescoço e gorro, vou parecer um jogador da seleção das Ilhas Faroé mas essa não há-de ser a figura mais triste que fiz (e farei) na vida.
A neve. Sentia tantas saudades dela como tenho saudades de ter papeira.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Eusébio. Nosso.
11 de janeiro de 1994. O Sporting Clube de Portugal organizou um jogo de futebol entre a sua equipa principal e um combinado de jogadores de diversas nacionalidades para ajudar Sergei Cherbakov, jovem futebolista leonino que tinha ficado paraplégico na sequência de um acidente de viação. Esse combinado de jogadores designado ‘Resto do Mundo’ era composto por elementos da nata do futebol mundial na altura e que eram amigos de Cherba, caso de Igor Shalimov, figura de proa do Inter Milão. O desafio foi presenciado por mais de 20.000 espetadores e terminou com a vitória por 2-1 para o Sporting, a maior ovação do público não foi para o homenageado Cherbakov nem para os marcadores dos golos leoninos Nélson e Porfírio. Foi para o capitão da equipa do Resto do Mundo aquando da sua substituição ainda no decorrer da primeira parte. Quem era? Eusébio.
Como jovem adepto sportinguista e assistindo ao jogo pela televisão, ver Eusébio sair do solene relvado do Estádio de Alvalade debaixo de uma chuva de aplausos e posteriormente ouvi-lo dizer que tinha tido todo o prazer em vir a Alvalade ‘dar um abraço de solidariedade ao Cherba’ calou-me fundo. O maior símbolo do rival, a figura do clube cuja filosofia define o meu conceito de ódio não teve problemas em, aos 52 anos, calçar de novo as chuteiras para se associar a uma iniciativa de cariz sportinguista. Percebi então que Eusébio era um benfiquista diferente, um benfiquista acima das querelas clubísticas, um benfiquista global. Passou a merecer a minha admiração e respeito.
Não sou da era em que Portugal só era falado no estrangeiro por Amália e Eusébio mas não posso ignorar o tremendo contributo que o cidadão Eusébio da Silva Ferreira deu para o reconhecimento do meu país. Muita gente sabe o que é Portugal graças a Eusébio e isso coloca-o ao lado dos maiores portugueses da história como a mencionada Amália, Saramago ou Vasco da Gama.
Eusébio tornou maior a minha Pátria. Fez mais pelo bom nome de Portugal que todos os políticos, todos os empresários, todos os governantes do século XX e XXI juntos. Sempre sem reivindicar protagonismo, sempre cultivando amizades, sempre com um amor extremo pela sua terra. E por isso eu, insignificante sportinguista, curvo-me ante o seu gigantesco nome. Que descanse em paz, Pantera Negra.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Peúgos
Diz o povo professor que ‘a necessidade aguça o engenho’. Não sei se por uma questão de necessidade, parece-me ainda não ser o caso, se por brio, uma das coisas que aprendei a fazer no distante ano 2000 (Beto Acosta, Beto Acosta, és o nosso matador. Matadooooor! Matadooooor!) quando me mudei para a minha casa atingindo o sonho de morar sozinho foi cerzir peúgos. Esse engenho adveio do enorme prazer que eu sempre tive em andar descalço ou de peúgos em casa, coisa severamente verberada pela minha mãe enquanto estive aninhado sob a telha dela, provavelmente porque ignorava tal prazer por, sendo mulher e senhora, não lhe ficar bem patinhar as assoalhadas de joanete ao léu. Ela justificava a sua reprovação com um argumento plausível, ‘não me andes descalço que ficas com os peúgos todos encardidos’ mas só até certo ponto porque quando eu andava de pé descalço eram só os pés que ficavam encardidos, ou no dizer farense da minha mãe ‘cheios de garro’, e esse era um problema que só a mim dizia respeito. Não obstante ser dela o esforço de passar lixívia pelas célebres meias das raquetes até que o sujo saísse, não era ela quem me vinha esfregar os artelhos para remover a nhaca que ali se colasse em virtude de tardes de bola na Escola do Carmo ao calor abafado do Algarve, nem era essa uma parte da minha anatomia que eu exibisse despudoradamente para que as vizinhas soubessem que o filho da Lili era um porcalhão e mais porca era ela que tinha um filho assim tão labregozinho. Eram incoerências em que os adultos de vez em quando incorriam no seu processo de educação de filhos, eu aceitava a regra idiota na medida em que isso não me fazia pobre nem doente mas sempre tive para mim que no dia em que eu tivesse a minha própria casa andaria nela descalço até me descolar a pele da planta do pé, ganhar panarícios ou criar esporões.
Chegou a era tão ansiada da emancipação doméstica e a minha emigração para Santo António do Alto originou novas regras, andar descalço até de inverno, muitas vezes descalço até ao pescoço gozando o chão de corticite dos meus quartos sem que ninguém me apontasse dedos ou ralhasse comigo. Percebi então que esse prazer tinha um preço, buracos que apareciam em posições estratégicas dos peúgos: Calcanhares, o dedão, a trivela. Os meus peúgos preferidos viam-se progressivamente desgastados, coçados, transformados em coleções de fibras têxteis avulsas sem trambelho nenhum. Rapidamente conheci o fundo da gaveta das meias, sinal de que o número de indivíduos residentes naquele habitat estava a baixar drasticamente, problema aborrecido porque nunca fui homem de ganhar o suficiente para comprar a quantidade e ter a variedade de peúgos com que sempre sonhei. Fiquei a saber que tinha de os restaurar, para isso muni-me de linha e agulha e fiz-me à vida porque um homem enrascado é pior que uma mulher grávida. Desde então, mal ou bem tenho cosido muitos pares de meias e dado vidas extra a muitos peúgos que em condições diferentes tinham facilmente ido parar ao caixote do lixo.
Quando vim para a Polónia trouxe o meu estojo de costura, não fosse o diabo tecê-las e eu não saber como se diz dedal nesta Babilónia. Entretanto as agulhas perderam-se por artes mágicas, não sem que antes eu tivesse aprendido como se cosem meias, o que me animou a procurar os ditos instrumentos de costura para poder dar conta da roupa dos calcantes. No cartucho das agulha que comprei na semana passada saiu-me este aparelho do lado esquerdo, para que raios serve?
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Este blogue já teve melhores dias
Pois é. Às vezes olho para o ícone do Live Writer e penso: “Eh pá, há tanto que eu não escrevo nada… Tenho de escrever qualquer coisa.”
E é logo aí que mirra a vontade de escrever. É que este blogue não é sobre ‘qualquer coisa’, é sobre coisas que importam a mim, a quem lê e a quem ouviu falar. É um blogue sobre as minhas impressões sobre a Polónia e a comparação que faço com o meu estilo de vida cá e o que tinha enquanto vivia em Faro, as coisas que fazia e já não faço confrontadas com as coisas que faço e não fazia. O problema é que as imagens do meu Faro estão cada vez mais embaciadas pelo passar do tempo, já são mais de seis anos em Varsóvia, e o contraste da minha vivência polaca já não é tão agudo como antigamente pois vou absorvendo os usos das pessoas de cá e muitos fatores de diversidade vão tornando-se comuns, corriqueiros e até começam a ser parte integrante do dia-a-dia do indivíduo. Não que me esteja a tornar polaco, mas a assimilação dos hábitos e das rotinas levam a que ache cada vez menos estranhas as coisas que há cinco ou seis anos me faziam abrir a boca de espanto e que me davam tremeliques nas pontas dos dedos que não passavam até que me sentasse ao computador para as contar. Por isso tenho tido cada vez menos tema para escrever.
Vou falar do quê, do Natal na Polónia? Já foi falado e refalado, entre o que eu escrevi e o que outros blogueiros portugueses emigrados neste país escreveram pouco há a adiantar ao tópico. O frio? Também já debitei aqui peçonha bastante sobre o inverno e as minhas opiniões, não há mais nada que eu possa acrescentar ao estafado “chiça, que tá um frio dos túbaros!” O Sporting? Oh!, aí apetece-me escrever toda uma epopeia, que o leão rampante devia ser substituído por uma Fénix verde, que se Bruno de Carvalho criasse uma seita conseguiria facilmente um milhão de matrículas logo no primeiro mês mas também seria assunto batido. Talvez falar das polacas, que toda a gente louva e endeusa mas esta é uma casa de gente séria e não quero criar atritos porque tenho ideias bem definidas sobre a mulher portuguesa e ainda me arriscava a boicotes e sabotagens .
Resta-me esperar que soprem ventos de estro, ventos que me tragam as vozes de Calíope e Polímnia, que me transportem para um estado de inspiração célica e que me dêem o poder de comunicar como há muito não consigo. O compromisso que tenho com o leitor a isso obriga.
Entretanto, festas felizes e que venha 2014. Se não fosse pela notícia de que o Justin Bieber ia deixar de cantar 2013 teria sido um belo ano de caca.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
O arco da discórdia
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Plac Zbawiciela
Brunch de fim de manhã de terça-feira na Plac Zbawiciela, uma das minhas praças preferidas da cidade. Admirável sol de outubro, um rebuçado para os desconfiados varsovianos que já se enfiaram em blusões e sobretudos escuros como o dó, um desperdício de claridade empregue a iluminar tão cinzenta gente. Eu e a minha companhia dispomo-nos na esplanada do Charlotte de nariz para cima de modo a não falharmos nenhum raio de sol, ela com um típico chazinho, eu com um cesto de fatias de pão e dois potes, um de doce de amora e outro de chocolate de leite. Ela beberrica a sua água quente e eu lambuzo-me de doce enquanto trocamos impressões sobre a vida, as pessoas e trivialidades quejandas. Desfrutamos do calor, dos bem-acolhidos vinte e dois graus centígrados que se fazem sentir no centro de Varsóvia, ela ri-se divertida e aconchegada com o sol, eu enrugo a testa penitenciando-me por me ter esquecido dos óculos escuros em casa mas evitando proferir qualquer tipo de impropério, bem pelo contrário, dando graças ao excelente dia de que estávamos a gozar por ter bem presente na memória o tenebroso 15 de outubro de 2009 no qual caiu uma senhora nevasca por volta do meio-dia que me deixou a mim e ao meu compadre Mário enregelados desde a unha do dedo pequeno do pé até à ponta do mais hirto cabelo, caso que não se verifica na pessoa do meu dileto compadre visto a sua cabeça já ter sido minada de irreversível calvície. Por isso me mantenho franzido mas satisfeito pelo vigor do astro-rei, pela pujança com que os seus braços cercam a Cidade Capital. Um mimo, um prazer, um regalo. Nem o ruído das infinitas obras de modernização da cidade me apoquentam, com este sol nesta praça tudo me passa ao lado.
Nas mesas ao lado vários casais jovens e jovens sem estarem acasalados, raparigas de smartphone em punho, rapazes de ar hipster batucam absortos nos seus portáteis, pessoas mais velhas que tomam o seu chá, idosos que passeiam ou que vão às compras. Numa dessas mesas senta-se uma senhora de idade, curvada pelo tempo mas de gesto nobre e bem vestida com a écharpe em plano de evidência. Chama o empregado de mesa e pede um chá – para não destoar – e um croissant de amêndoa, um deleite que encaixa perfeitamente no glorioso dia que se vive, dia de gozos e delícias. Ao lado da mesa desta elegante senhora está uma outra dez ou quinze anos mais nova à qual se junta um homem que se faz acompanhar de um cão, com certeza um passeio inesperado para o canídeo mas muito bem aproveitado para exercitar as pernas e os pulmões. Senta-se o homem mai-lo cão, o humano à conversa com a companheira e o quadrúpede a fitar o lanche da chique senhora que, por sua vez, não tardou a dar atenção que o simpático animal requeria, atenção essa consubstanciada nos flocos de massa doce que a dita senhora começa a distribuir ao bicho, grandes pedaços que são absorvidos com gula até à saturação. O saldo terá sido de um terço do croissant para o cão, o que justificou o rápido recolher do animal entre as pernas da cadeira onde se sentava o dono, provavelmente agoniado com tanto açúcar, apesar da insistência da senhora para que comesse mais bolo.
Barro mais uma fatia de pão com chocolate e enfio-a na boca, mastigo delambido para prolongar a festa dos sentidos que o sol e o chocolate despertaram no organismo, descanso os cotovelos na mesa e dou uma volta à praça com o olhar. O céu rebenta de azul, parece que os prédios nadam numa gigantesca piscina invertida por cima de Varsóvia e o sol estende-se pelas vielas mais estreitas de Śródmieście Południowe A Matylda continua a sorver o chá escondida atrás duns Ray-Ban vermelhos. Que bom que seria se o outono durasse assim até ao Natal.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
O raio do outono
As pessoas falam muito do inverno polaco e das suas condições extremas. Frio extremo, escuridão extrema, baixa extrema da pressão atmosférica, todo um ror de defeitos que fazem do inverno uma coisa temível apesar de inevitável. O inverno polaco incomoda-me bastante, não tanto pelo frio porque este só se sente quando estamos fora de portas uma vez que quando estou em casa podem estar -15ºC na rua que eu ando alegremente descalço, de boxers e t-shirt. É a neve que suja os sapatos e a entrada de casa, é o frio que me agrafa ao sofá aos fins de semana fazendo-me perder borgas épicas da noite varsoviana, é a moleza que se mete no corpo e que nos faz definhar de fome em frente ao televisor por preguiça de sair à rua para fazer compras. Mas apesar do inverno ser ruim e severo não me irrita tanto como o outono.
Essa sim, é a pior estação do ano e não me deem o discurso do ‘verão dourado polaco’ porque isso é tudo conversa de chacha. Não há nada de agradável numa estação nas quais os dias começam a ser dramaticamente mais curtos, a temperatura desce a olhos vistos – o que se torna um problema sério durante os treinos noturnos de futebol – o carro começa a ficar com uma camadinha de gelo no pára-brisas que nos consome minutos a raspar, não posso deixar as janelas abertas para arejar a casa sob risco de entrar numa arca frigorífica quando regresso a casa, faz vento, cai chuva, há uma leitosa névoa matinal (e noturna, ainda ontem no treino eu não conseguia ver a baliza oposta) que nos faz sentir ramelosos, um mar de folhas em cima do carro para sacudir todas as manhãs… Não encontro uma só virtude no outono e esta é uma estação que podia muito bem ser eliminada do calendário para evitar a rabugice que se apodera de mim. Ainda por cima a hora está quase a mudar para agravar mais a situação.
Os polacos têm sentimentos mistos em relação ao outono, conseguem encontrar-lhe algum encanto nas tonalidades das folhas caducas, no vento fresco que vem das florestas, na apanha de cogumelos ainda antes do sol nascer, na satisfação com que se aprestam a renovar o guarda-roupa de inverno. Parece-me até que gostam mais do outono do que do verão porque eles reclamam do calor quando o estio aperta, que é um inferno, insuportável, uma punição que só os sarracenos sulistas conseguem gramar. Eu não acho virtude nenhuma no outono, pronto. Vai entrar a época dos agasalhos com todas as coisas más que tal acarreta, até as cores das roupas quentes são mais deprimentes, azuis escuros, cinzentos, castanhos pesados, verdes secos, é medonho. Está hora de pegar na agenda telefónica e atualizar os contactos para se arranjar aconchego durante as noites arrefecidas de outubro e novembro, felizmente que a SportTv está a bombar em pleno e o livro da Bimby tem quase 200 receitas para me entreter.
