terça-feira, 29 de junho de 2010

Assim? Vão ao Figo!

Ok, esta é a quente, com algumas cervejas a bordo mas se não mando isto cá para fora não consigo dormir descansado. Portanto, estimado leitor, considere esta entrada com a importância que lhe aprouver.

Vão à merda!

Já fomos!Perder contra a Espanha não tem nada de mais para 193 países deste planeta mas para nós tem e muito por razões que se prendem com o passado histórico destes dois países e pela rivalidade que sempre se exalta nestas circunstâncias. Perder contra a Espanha é mau para Portugal porque aceitar que os nossos vizinhos (hermanos só na diplomacia, vejam lá se eles facilitam nos cursos de água dos rios quando há seca na Península Ibérica) são melhores que nós, embora tenham melhores individualidades, que têm melhor coletivo e melhor orientação técnica, digo, que não têm desorientação técnica é sempre difícil dum bom português admitir. Mas admite-se. Perder contra a Espanha é mau mas pode-se minimamente aceitar à luz destes argumentos: São melhores, pronto. Isto chega?

Talvez chegasse se não fosse acompanhado duma série de ajudas de custo perfeitamente incompreensíveis. Não ponho em causa a vontade dos jogadores em ganhar a partida mas quando temos um timoneiro que, a perder por um golo com meia hora de jogo pela frente, troca de médios defensivos e não arrisca um centímetro no ataque, isso em futebolês diz-se “entregar o ouro ao bandido”. Não tivemos presença na áreasim ou náo espanhola porque as bolas não chegaram lá em qualidade, quando Hugo Almeida saiu perdemos a única unidade de choque que podia discutir bolas com Puyol e Piqué, convidámos a Espanha a pressionar, apostámos nas corridas loucas de Ronaldo e Simão sozinhos contra o Mundo. Sofremos o golo (fora-de-jogo mas por uma unha negra) de Villa e a nossa equipa técnica resolve dar o golpe de asa: Para dar estratégia ao jogo ofensivo, Pedro Mendes por Pepe e para empurrar os espanhóis lá para trás, Liedson por Simão. Deco, mesmo de cadeira de rodas, era a única alternativa para pautar jogo e ficou a definhar no banco. “Ai, ele entrava e não jogava um caracol!” Possivelmente, mas nunca saberemos porque ele nem sequer teve hipóteses de fazer o que tem feito desde 2004. Mexer os cordelinhos do meio-campo português. Ficou sentado a ver a caravela naufragar, impotente, sabendo que ele podia ter uma bóia onde alguém se pudesse agarrar.

Não percebi. Ninguém percebeu. Mais uma vez cheguei à conclusão que não percebo nada de futebol porque sempre pensei que nuns oitavos de final de um campeonato do mundo de futebol, um jogo a eliminar, perder por 1 era igual a perder por 10 e que aguentar o 0-1 era o mesmo que levar 3 ou 4 na pá desde que procurássemos virar o jogo. A Inglaterra fê-lo contra a Alemanha e perdeu. É verdade, mas foi heróica, deu o litro, pôs a carne toda no assador mas as coisas não lhe correram de feição. Nada a criticar. Temos exemplos no nosso passado recente em que Portugal foi para cima de adversários teoricamente superiores como em 2000, em 2004 e 2006, nunca nos encolhemos e mostramos o nosso caráter, tentámos ser heróis e conseguimos. Fomos dignos, merecedores da nação que impulsionava a sua Seleção para o êxito que não foi alcançado mas cujo esforço não caiu em desgraça junto dos portugueses.

Hoje não se viu nada disso, vimos jogadores que queriam mas não podiam porque não conseguiam e porque não foram ajudados. Faltou o que faltava desde o início: Liderança e personalidade. Não temos um comandante dentro de campo (comparar Ronaldo a Figo é o mesmo que comparar Paris Hilton a Madonna) e fora do campo a coisa fia ainda mais fino, não há talento a ler o jogo, a intervir, a imprimir a nota de diferença que define os bons treinadores. Portugal foi um bando de bons rapazes abnegados mas incapazes de qualquer golpe de asa característico dos grandes futebolistas. Faltou-nos um Maniche ou um Costinha  porque não quero sequer tocar nos nomes de Rui Costa ou Figo.

Estamos orfãos. Orfãos de qualidade, de comando, de rumo. Substituimos a “Geração de Ouro” pela “Geração dos Brincos de Ouro” e não temos ninguém que ponha a casa em ordem porque continua a haver porcaria para ser varrida. Perdão, corrijo. Porcaria houve há 17 anos atrás, agora há merda que nem com um Nilfisk se dá limpa.

E por falar nisso. Vão à merda, pá (menos o Fábio Coentrão e o Eduardo)! Assim não há quem vos possa apoiar.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

El D10s

Muitas pessoas já me perguntaram qual é o meu palpite para a seleção que vai ganhar o Mundial provavelmente à espera que eu diga “Óbvio, Portugal!” Não é esse o caso, já aqui escrevi que concordo com Mourinho quando ele diz que “nem com Ronaldo a 1000 à hora”. O meu desejo é que Portugal ganhe mas a minha fé cai na Argentina e aqui eles ficam em choque:

- Argentina?! Não apoias o Brasil?

Pelusa Eu nasci em 1973 e por esse motivo a minha adolescência foi passada nos 80s, as minha primeiras recordações futebolísticas foram os golos do Jordão e do Manuel Fernandes, as defesas do Dasaev e as fintas do Maradona. Cresci a ver o Pelusa a mudar os conceitos de futebol, a dar uma nova dimensão à camisa 10 e tive o privilégio de ver Maradona jogar ao vivo em San Paolo na mítica tarde dos 100 dólares de Ivkovic. Nos anos 80 (ou em época alguma) não houve ninguém como Diego Armando, nenhum jogador cativava as atenções como ele. Lembro-me que passávamos as tardes a jogar à bola na Escola do Carmo e a certa altura alguém gritava para parar o jogo porque “ia dar a Argentina” e corríamos todos para casa da minha avó ou para outra casa próxima para ver El Diez fazer coisas diabólicas com a Adidas Azteca. O jogo da fase de grupos contra a Coreia do Sul, os quartos de final contra a Inglaterra onde Diego decidiu com a mão, qual coelho maroto pulando frente a um atónito Shilton, e com o , onde contornou com maestria metade da Velha Albion, a meia-final contra a Bélgica onde fez um golo de inigualável classe até dinamitar os antipáticos alemães numa final de sonho. Sim, ele enterrou-se na droga. Sim, ele foi um mau exemplo para os desportistas e para os jovens. Sim, ele deu-se com a Camorra napolitana. Mas Maradona é daquelas pessoas a quem tudo perdoamos devido aos fabulosos momentos de deleite e magia que nos proporcionou com a bola nos pés. Ver Maradona jogar futebol era como ver Jerry Lee Lewis a tocar rock 'n roll no piano, Picasso a pintar Guernica ou Shakespeare a escrever Hamlet. Pessoa também era alcoólico, Toulouse-Lautrec morreu de sífilis e nem por isso deixaram de ser grandes na sua arte.

Mas isso sou eu que sou um adepto do futebol romântico, dos 4-3 em vez do 1-0, que gosta mais dos jogadores que “mandam flores” do que os que “racham lenha”, que nunca vai preferir um Gattuso a um Del Piero. Também por isso não gosto do futebol musculado e demasiado rigoroso da Alemanha, não há ali pontinha de criatividade nem improviso. Parece uma máquina a jogar a diesel, sempre em velocidade de cruzeiro e a cumprir um plano destinado a aniquilar o adversário numEl Entrenador determinado momento e que marca golos com a frieza de quem dá um tiro na nuca dum inimigo. Tal como não vou muito à bola com o cinismo italiano, um futebol sem graça, defensivo e que espreita o erro adversário com inusitada eficácia. Gostei da Itália há quatro anos quando derrotaram os insuportáveis franceses, outro ódio de estimação, e nem vale a pena falar do pó que tenho aos espanhóis se bem que estes tenham a atenuante de jogar um futebol positivo, alegre e bonito, voltado para o golo e para o espetáculo.

Mas são espanhóis e tal como nenhum polaco quer a vitória alemã neste Mundial, eu também não desejo que a taça voe para Madrid porque a capital espanhola não é uma grande cidade no meu conceito. Uma cidade para ser digna do título tem de ter um rio tal como Londres tem o Tâmisa, Paris tem o Sena, Varsóvia tem o Vístula, Praga tem o Moldava, o Porto tem o Douro e Faro – ainda melhor! – tem uma Ria em vez dum Rio. Madrid? Chamar rio ao córrego que por lá passa é uma afronta aos rios que acima mencionei. Portanto, se a Taça do Mundo não puder ir para Lisboa como eu quero e desejo divulgo já o meu favorito. Que vá para o rio La Plata, para Buenos Aires, para a Argentina, para Maradona!

PS – Y se no les gusta, que la chupen! q:D

terça-feira, 22 de junho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Eleições Presidenciais 2010

Palácio Presidencial Num ambiente especial devido aos acontecimentos do passado dia 10 de Abril, realizaram-se ontem eleições presidenciais na Polónia cujos resultados obrigam à realização de uma segunda volta na medida em que nenhum dos candidatos conseguiu mais de 50% da votação. O candidato da Direita moderada Bronisław Komorowski alcançou 41,5% enquanto o conservador Jarosław Kaczyński, irmão gémeo do falecido ex-presidente Lech Kaczyński, obteve 36,5%. Outros candidatos ficaram-se por percentagens substantivamente mais baixas como o comunista Napieralski com 13,7% tendo os restantes candidatos ficado com votações residuais abaixo dos 2,5%.

Há várias formas de interpretar estes resultados e na minha opinião a Polónia corre o risco de ver Kaczyński ganhar esta eleição. Escrevo “corre o risco” porque é conhecida a sua forma de estar na política pelo seu passado como primeiro-ministro, um homem anti-europeísta de políticas fraturantes e discurso endurecido. A Polónia urbana não gosta(va) dos Kaczyński – já aqui escrevi sobre a hipocrisia dos povos que endeusam os mortos que antes invetivavam enquanto vivos – mas estranhamente foi o candidato do PiS que teve melhores resultados em voivodias do leste da Polónia como a Mazóvia e a sua capital Varsóvia, Łódż e Pequena Polónia (Cracóvia)  enquanto Komorowski e a sua PO ganhou no ocidente polaco e em distritos como a Grande Polónia (Poznań), Silésia (Katowice) e Pomerânia (Gdańsk).

A chave da vitória na segunda volta, a disputar a 4 de Julho, parece ser as possíveis alianças que se desenham no horizonte. Komorowski pode ter uma ajuda da esquerda que representa um eleitorado na ordem dos 15% para fazer frente à multidão de partidos nacionalistas, tradicionalistas, estadistas, conservadores agrários (!), conservadores liberais e conservadores católicos que se preparam para cerrar fileiras num combate político que vai durar duas semanas e cujo desfecho influenciará a vida e o destino do 9º país mais populado da Europa. Como não sou polaco e não posso votar, não faço segredo do meu desejo: Que ganhe Komorowski! 

sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago 1922 - 2010

José Saramago Só soube da notícia hoje e fiquei muito consternado com a morte de José Saramago, um homem que sempre admirei devido à sua irreverência e desassombro das suas opiniões. Para mim um homem é aquilo que faz e não aquilo que diz ser e José Saramago não se limitou a ser um escritor de excelência mas uma daquelas pessoas que não têm medo de ousar, talvez tenha sido essa ousadia que lhe cerceou o reconhecimento entre os seus. Os brandos costumes portugueses não gostam de personagens de moto próprio e cientes da sua grandeza por isso não gostaram de Saramago tal como não gostam de Mourinho, a corrente do nacional porreirismo nunca foi compatível com a falta de vocação de Saramago para os amens que o Portugal cristão gosta de dar para cumprir o azedo “Pátria, Deus e Família”, os desalinhados incomodam e há sempre um pequeno Sousa Lara perturbado a espingardar no que pode ir contra o dogma sem se aperceber que o devir da história se encarrega justamente de imortalizar estes vultos por muito que o boneco estrebuche ou que ralhe, como se pudesse comparar a dimensão de um Nobel com um comum mortal.

Não vou escrever nada para homenagear José Saramago porque isso seria o mesmo que compor uma música para prestar tributo a Mozart. Curvo-me apenas perante o Homem que engrandeceu a Língua Portuguesa como poucos, levou o nome de Portugal às sete partidas do Mundo e que nunca deixou de pensar pela sua própria cabeça. Isso é de poucos.

Mestre, obrigado por ter sido português.

terça-feira, 15 de junho de 2010

E os burros somos nós?

“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana; e não estou seguro sobre a infinitude do universo.” Albert Einstein

Queria não escrever sobre o Mundial mas após a pobre exibição que Portugal protagonizou esta tarde penso que devo publicar algumas reflexões, a ver se os leitores concordam:

  1. Mourinho tem razão quando diz que “nem com Ronaldo a 1000 à hora. Porque Ronaldo não está de facto nem a 50 à hora e porque Ronaldo não está / é jogador de equipa, Contei duas ou três vezes em que insistiu no lance individual perdendo a bola quando tinha companheiros melhor colocados para dar seguimento à jogada;
  2. “Queiroz é pior selecionador do que Domenech” e não sou eu que o digo, é um polaco meu amigo. O professor pode ser muito bom a organizar gabinetes, a preencher folhas de Excel, a planificar sucessivas reestruturações mas de bola… pouco percebe. Não é intuitivo, não sabe ler, não tem modelo, não intervém. É nulo, inoperante e ineficaz nas mexidas na equipa e qualquer Jorge Jesus dá-lhe 10 a 0 no banco. Riade e Lisboa foram produto da “Geração de Ouro”, aquela equipa jogando em piloto automático como Humberto Coelho a pôs em 2000 dava bailes a toda a gente;
  3. Não temos agressividade, não atacamos a bola, não ganhamos a primeira, segunda nem a terceira bola. Por incrível que pareça jogámos no erro da Costa do Marfim, trocando infinitamente a bola à entrada do meio campo enquanto os marfineses defendiam com 11 elementos a 2/3 metros atrás da divisória. Deco não se mexia, Meireles também não, Pedro Mendes não sabe nem é suposto construir, Danny não se viu, Ronaldo queria engolir a bola. Sobrava o Levezinho no meio de 3 ou 4 elefantes com mais meio metro de altura (e largura) que ele. A solução? Barranaços de Bruno Alves para o peito dos defesas africanos, não conseguimos criar uma tabela, um envolvimento, uma desmarcação nem um desequilíbrio;
  4. Isso porque não temos um criador, um pensador de jogo. Deco está a milhas do que nos habituou (e agora de azia com Queiroz), Tiago entrou bem mas não é pão nem bolo. As alas não existiram, a bola foi trocada 300 e tal vezes entre Bruno Alves e Ricardo Carvalho até o primeiro esticar na frente para coisa nenhuma;
  5. Esticar na frente onde não havia o 1,93m de Hugo Almeida para dar luta aos latagões africanos, o pobre Liedson é que tinha a obrigação de ganhar as bolas de cabeça, rabear atrás deles e meter a menina lá dentro. Em vez do panzer português, a cinco minutos do fim, entrou o jogador mais entrosado, mais familiarizado, mais rotinado, preparado e adequado para mudar o rumo do jogo: Ruben Amorim.

Mas calma, leitor, que há uma justificação do desaire: A proteção do Drogba! O Professor Carlos Queiroz declarou que o avançado que jogou 25 minutos a meio gás, quase parado, usou um acessório que causou a não-vitória de Portugal.

Então está bem. Podemos continuar sem atitude e sem audácia, sem uma estratégia coerente com os jogadores que temos, podemos continuar a preparar um Saltillo africano em perfeita tranquilidade, podemos seguir desconhecendo a verdadeira história do afastamento de Nani que mais nenhum dos nossos adversários jogará de proteção no braço e vamos ganhar fácil.

É extraordinário o ridículo em que algumas pessoas caem…

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Alpinismo Urbano

Cheguei cansadinho a casa, já perto das dez da noite, entrei no elevador e comecei a ler o anúncio que a Administração do Condomínio afixou.

 

aviso

Exmos. Srs., chamamos a vossa atenção para o facto que nos dias 10 e 11, blá blá blá, não abram portas nem janelas.

 

Consegui imaginar o motivo que me obrigava a fechar as minhas janelas que dão para a rua Lasek Brzozowy mas entretanto o olho fugiu-me para este trecho.

aviso estranho

E concluí:

- Afinal eles não vão lavar a fronte do edifício, vão treinar a equipa polaca de alpinismo na fachada do meu prédio. Pronto, estou mais descansado…

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Polónia Submersa não somente pela água da chuva

SNC00086De novo as mortes que chegam a quase 30, de novo os desalojados que sobem a mais de 30.000, de novo os prejuízos e de novo uma onda que vai percorrer o Vístula até chegar a Varsóvia durante a madrugada de quarta-feira. A capital prepara-se para uma nova vaga de cheias apesar de não ter chovido nos últimos três dias e de se terem registado agradáveis temperaturas nunca baixando dos 20º nem mesmo após o pôr-do-sol. Na margem leste do rio, a Obrona Cywilna (Proteção Civil) encerrou as avenidas marginais e protegeu as construções mais  próximas com sacos de areia em forma de dique na tentativa de suster as águas que se prevêm galguem o leito do Vístula. O Jardim Zoológico, que visitei no passado domingo, foi alvo de particular atenção em virtude das medidas para evitar o stress que os animais sofreram com as mudanças de local durante as inundações do passado mês. Eu procedi à limpeza da minha adega após a loucura da semana passada e passei um bom tempo a varrer o carvão que caíu dum saco que apodreceu devido ao metro de água que por lá esteve, espero não ter de repetir o mesmo fado até porque os elevadores ainda não funcionam e fazer seis andares a pé duas ou três vezes por dia não faz parte da minha ideia de exercício físico.

A Polónia sofre com as cheias e com os elevados danos que fizeram o primeiro-ministro Donald Tusk deslocar-se às localidades mais afetadas para testemunhar in loco o sucedido, mas sofre também com a sua seleção de futebol, ausente do Mundial da África do Sul, e que serviu de parceiro à preparação da Espanha, equipa que alagou a congénere polaca enfiando seis secos. Não fiquei contente com isso porque desejo o sucesso da Polónia e não me satisfaço se os outros cabrones ganharem alguma coisa, como não fiquei satisfeito com a notícia da lesão de Nani que me parece uma estória muito mal contada.

Mas está sol, depois de amanhã vou a Faro bater uma peitada e a malta quer é disso!