sexta-feira, 30 de novembro de 2007

(se eles) Dizem que isto ainda não é nada (então não sei o que será alguma coisa)

Varsóvia, 10:30 da manhã, varanda do meu apartamento 3 dias depois da foto anterior.


Quando chegar o Inverno devo ter neve até à janela, concerteza.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Targa de crabalhos

Já fui à Embaixada Portuguesa em Varsóvia dar-me a conhecer e comunicar oficialmente que sou mais um patrício a viver na Polónia (esqueci-me de perguntar quantos somos...). Já fui à Junta de Freguesia de Tychy, contando com a inestimável ajuda do pai da Iza, recensear-me para poder contar como elemento activo no mercado de trabalho deste país. Já tenho número de telemóvel polaco. Já tenho contratos de trabalho registrados em Varsóvia que comprovam a minha profissão. Já tirei o passe do metro, elétrico e autocarro. Já tenho o Cartão Europeu de Saúde para não dizerem que tenho piolhos. Fiz tudo o que foi-me pedido para poder estar descansadinho nesta terra a ganhar o meu e a contribuir modestamente para o seu desenvolvimento, só faltava pedir o Número de Identificação Fiscal - o nosso Número de Contribuinte.

Puseram-me isto à frente:



















E agora, Miguel?

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Para seguir com atenção

Salvé, Faro! Os teus habitantes saúdam-te... à distância.

Já aguardava por esta boa nova há algum tempo. Espero que venha a beneficiar a cidade tanto quanto precisam dela aqueles que transitam entre Loulé e Olhão.

Só espero é que não ponham meia dúzia de tomates e laranjas à frente do desenvolvimento e progresso do concelho, já bem basta a vergonha que é o nosso acesso directo à A22.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Dizem que isto ainda não é nada

Varsóvia, 10:30 da manhã, varanda do meu apartamento.


O Daniel é que tem razão: "Não há dinheiro que pague o clima algarvio!"

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Na Polónia sê polaco - 2


Esta imagem retrata dois símbolos indeléveis da Polónia. O Fiat 126 e o "pierogi" .

O Fiat 126 foi produzido na Jugoslávia e, a partir de 1973, na fábrica que o construtor italiano tem em Tychy, terra da Iza. A partir de 1980 e até 2000 esta fábrica ficou com a exclusividade de produção deste modelo que tantas vezes encontro nas ruas polacas. O meu interesse por este simpático utilitário vem da curiosidade natural pela quase inexistência de carros destes em Portugal mas também pela elevada simbologia histórica que eles carregam.

O chamado Polski Fiat 126 (Fiat 126 Polaco) tem uma ligação com o período de influência comunista na Polónia. No regime comunista, um automóvel próprio era considerado
bem de luxo dada a acessibilidade limitada e os baixos salários. Em 1971 existiam apenas 556.000 automóveis de passageiros na Polónia. Note-se que numa economia socialista a decisão sobre se uma fábrica estatal poderia produzir automóveis era assente em princípios políticos e não económicos. As próprias autoridades não viam com bons olhos a ideia de produzir-se automóveis. O primeiro carro polaco relativamente barato foi o Syrena (nome da criatura semi-deusa, metade mulher e metade peixe como as sereias, que protege o rio Wisła e a cidade de Varsóvia) mas a sua produção foi muito limitada. Carros importados de outros países do Bloco de Leste eram muito poucos e era difícil comprar um carro estrangeiro porque a moeda polaca, o złoty, não era cambiável tal como todas as outras moedas dos países do Pacto de Varsóvia e não havia mercado livre.

O Polski Fiat 126p (este "p" foi adicionado para distinguir o modelo polaco dos italianos e jugoslavos) foi supostamente o primeiro carro barato para motorizar as famílias do país, seguindo o conceito do VW Carocha na Alemanha e do Citroën 2 cv francês. Apesar de pequeno era o único carro que as famílias podíam comprar e fazia as vezes dum monovolume. Naquele tempo era comum verem-se famílias de 4 elementos em férias no campo dentro dum PF 126p afundado de malas na capota. No entanto os automóveis não foram produzidos em quantidade suficiente e foram racionados, pondo famílias em lista de espera às vezes por dois anos como a RDA fazia com os seus Trabant. Apenas no caso de algum louvor ou mérito é que o Estado excepcionalmente brindaria uma família com uma senha para o automóvel. Em 2000 estes "Maluch" (algo pequeno) deixaram de ser produzidos com a última remessa (os Happy End) a ser inteiramente composta por modelos de cor amarela. Contudo ainda se podem ver inúmeros carrinhos destes a zunir pelas ruas e estradas polacas.

Os pierogi são como os rissóis mas com recheios mais variados e nem sempre fritos. Já comi pierogi com couve e cogumelos, à moda russa (de queijo e passas) de carne, vegetarianos, com recheio de morango e posso dizer que são bons... se não forem muitos, senão enjoam. A foto tem piada pelo trocadilho involuntário. Portugal em polaco diz-se "Portugalia". A marca do produto é "Pierogalia". Haverá aqui ligação?

Dá-me vontade de comprar um PF 126p e kitá-lo todo só para judiar! q:D

domingo, 25 de novembro de 2007

O guarda-redes é uma ganda...

Este é o website duma obscura equipa de futebol da 2ª divisão polaca. O primeiro atleta da lista é o guarda-redes titular e capitão de equipa.

Calculem as anedotas se ele jogásse em Portugal.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Quem é o "cá má feu" que tu conheces?

substantivo masculino, pedra preciosa com duas camadas de cor diferente, sobre uma das quais foi gravada uma figura em relevo;


pop., mulher muito feia;

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Das duas uma: Ou vamos à Áustria ou à Suíça


Algumas latas de ceveja depois consegui celebrar o sofrido apuramento de Portugal para o Europeu. Tipicamente scolariesco, como afirmou um visitante da nossa taberna, esta fase de qualificação foi do mais sofrível dos últimos tempos. Jogos dos 150 que fizeram-nos sofrer sem necessidade nenhuma mas que culminaram num escriba de cachecol e bandeira, agarrado ao pc vendo a transmissão do jogo online, arrotando alarvemente como bom tuga, praguejando contra as bolas cheias de tabaco que o Maniche mandava à baliza, chutando os puffs da sala sempre que o Quaresma falhava uma rabeta, marafado com a @€§$ da parabólica que ainda não está instalada, perguntando o porquê do Makukula não ter entrado mais cedo enquanto ainda surgiam cruzamentos para a área.

Ou seja, encontro-me meio bezano a escrever a posta de hoje porque preciso de comunicar a minha alegria ao mundo. Vamos ao Europeu, porra!!!! Já estava a ver polacos (que pela primeira vez na história qualificaram-se para a competição) a dizer "Ai és português? Nós vamos ao Europeu, vocês não vão porque perderam conosco."

Valeu, boys! Estamos e isso é que interessa!



PS - Completamente off-topic, não posso deixar de mencionar este episódio. Tem a importância que tem, a gravidade que tem, o significado que tem mas fundamentalmente tem a piada que tem. E não é pouca.